(...)
Ter-te-ia enviado algumas fotografias na condição de fazer um acrescento ao título: “Na foto com o Campeão Olímpico que depois de o ser, desapareceu até ao dia em que foi derramar algumas lágrimas perto de alguém que já não podia sequer sentir a sua presença”.
Deixa-me triste que a tenhas feito sentir triste naqueles últimos meses.
Quando chegaste ao hospital e me tocaste, fizeste-me sentir um misto de raiva e desespero tão grande que nunca pensei sequer que pudesse surgir em mim.
Numa das últimas vezes em que falei com ela ao telefone, falou-me de ti e disse-me algumas das palavras que te iria dirigir, num dia em que decidisses reaparecer.
No dia em que reapareceste ela já não podia falar.
Eu pude mas não falei.
A dor que sentia impediu-me de ter forças para te dar maior importância no momento. Decidi esperar.
Quero ainda um dia voltar encontrar-te, sozinho... que o lugar no pedestal continue a ser teu!
Mas eu não consigo ficar com as palavras que ainda me causam um nó na garganta.
Porque depois de tudo, o mínimo que poderias ter feito seria teres guardado esses teus autógrafos para um lindo dia de sol, e respeitares o momento de despedida de quem realmente a amou e lhe deu valor.
F i f e r l y
M a i o r o n o m e q u e a p r o p r i e d a d e
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