F i f e r l y

M a i o r o n o m e q u e a p r o p r i e d a d e

domingo, 27 de dezembro de 2009

Hoje

Acordei e senti que estou totalmente liberta de ti.
Não tens mais nenhum lugar na minha vida, mesmo que eu ainda quisesse, mesmo que tu ainda o quisesses, porque o que sinto é nada. Só lembranças e nada mais.
Obrigada B.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Fragilidade

"Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera

Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve

Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar

E é tudo tão fugaz e tão breve
(...)
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve."

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Gente Vai Continuar


Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

terça-feira, 13 de outubro de 2009

m e n o s

Tudo me parece tão “non-sense”, o calor torna-se meio sufocante, sinto um vazio no meio de tudo o que me cerca. A dor zinha parece não me querer deixar como tu. Tudo parece ser um espelho de ti, não sais daqui nem dali.
Eu olho e penso-te nos caminhos, nas formas, nas frases, naquilo que ainda talvez .

Sinto o calor ambíguo da tua ausência... é que não chegaste a partir, sabes?

Estás tão em mim que sem ti ainda sou eu, mas menos, muito muito menos.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Eu sei...

O que escrevi em último lugar é contraditório relativamente ao texto anterior, eu sei.
Mas o nariz não cresce assim tão rápido quanto isso e até chegar a um tamanho péssimo, tenho tempo de Perdoar.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ainda não perdi a oportunidade...

(...)
Ter-te-ia enviado algumas fotografias na condição de fazer um acrescento ao título: “Na foto com o Campeão Olímpico que depois de o ser, desapareceu até ao dia em que foi derramar algumas lágrimas perto de alguém que já não podia sequer sentir a sua presença”.
Deixa-me triste que a tenhas feito sentir triste naqueles últimos meses.
Quando chegaste ao hospital e me tocaste, fizeste-me sentir um misto de raiva e desespero tão grande que nunca pensei sequer que pudesse surgir em mim.
Numa das últimas vezes em que falei com ela ao telefone, falou-me de ti e disse-me algumas das palavras que te iria dirigir, num dia em que decidisses reaparecer.
No dia em que reapareceste ela já não podia falar.
Eu pude mas não falei.
A dor que sentia impediu-me de ter forças para te dar maior importância no momento. Decidi esperar.
Quero ainda um dia voltar encontrar-te, sozinho... que o lugar no pedestal continue a ser teu!
Mas eu não consigo ficar com as palavras que ainda me causam um nó na garganta.
Porque depois de tudo, o mínimo que poderias ter feito seria teres guardado esses teus autógrafos para um lindo dia de sol, e respeitares o momento de despedida de quem realmente a amou e lhe deu valor.


domingo, 7 de junho de 2009

"Nem tão bonito nem tão valente"

Hoje, naquilo que me parecia ser um simples Teatro de Marionetas para crianças, dei por mim a aprender bem mais do que seria de esperar.
Foi com a maior simplicidade deste mundo que me falaram em perdão.
Perdoar quem quer que seja, mesmo sabendo que esse alguém não vai querer ou saber fazê-lo melhor, de forma diferente.
É que por fim, só se conseguirmos perdoar, vamos olhar-nos ao espelho na velhice, e acharmo-nos bonitos. Caso contrário “o nosso nariz continua sempre a crescer...”
E quanto a buraquinhos no coração, o truque está em fecharmos por uns minutos os olhos, e dizer com convicção “ele não é assim tão bonito nem tão valente.”
E só depois, podemos olhar de frente para o príncipe, sem medo.




Teatr Viti Marcika
"La Bella Durmiente"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Eco

O teu nome
O teu nome
O teu nome


Anthero Monteiro, Esta outra loucura.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Não vale dizer segredos.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O Ursinho Molhado

" Chovia, chovia, chovia e a a chuva esmagava-se em pingos grossos no guarda-chuva do Sebastião.
Mesmo a meio do passeio,
encharcado, caído numa poça, estava um ursinho de peluche, um ursinho castanho e muito triste debaixo daquele dilúvio.
"Podia levá-lo para casa e enxugá-lo"- pensou o Sebastião- "Havia de sentir-se logo melhor".
No entanto, lembrou-se que o ursinho não era dele. Por isso, apanhou-o, todo encharcado, e foi bater de porta em porta.
Tocou a todas as campainhas da rua, uma por uma, mas toda agente lhe respondia:
- Não, esse urso não nos pertence! O meu ursinho está lá dentro em cima da cama.
E
continuou à procura até chegar a uma casa onde se ouvia gemer e soluçar, como se algum menino estivesse a chorar, por ter perdido o seu ursinho. E na verdade, quando o Sebastião tocou à campainha, responderam-lhe logo que o ursinho pertencia realmente ali.
O rapazinho foi-se embora debaixo da chuva que fazia ping-ping-ping em cima do guarda-chuva.
O vento também soprava acompanhando a canção da chuva a bater na calçada.
O passeio ainda estava encharcado, mas na poça já não havia coisa nenhuma.
Não, já não havia coisa nenhuma porque o ursinho molhado, o ursinho castanho, o ursinho triste num dia de chuva, estava agora em casa, quentinho, embrulhado numa toalha turca, a enxugar, até que fossem horas de ir para a cama. "




O meu ursinho molhado hoje já não voltou para casa.
Ficou lá, quietinho, quentinho, a enxugar até que fossem horas de partir.

Stitch.

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