Mesmo a meio do passeio, encharcado, caído numa poça, estava um ursinho de peluche, um ursinho castanho e muito triste debaixo daquele dilúvio.
"Podia levá-lo para casa e enxugá-lo"- pensou o Sebastião- "Havia de sentir-se logo melhor".
No entanto, lembrou-se que o ursinho não era dele. Por isso, apanhou-o, todo encharcado, e foi bater de porta em porta.
Tocou a todas as campainhas da rua, uma por uma, mas toda agente lhe respondia:
- Não, esse urso não nos pertence! O meu ursinho está lá dentro em cima da cama.
E continuou à procura até chegar a uma casa onde se ouvia gemer e soluçar, como se algum menino estivesse a chorar, por ter perdido o seu ursinho. E na verdade, quando o Sebastião tocou à campainha, responderam-lhe logo que o ursinho pertencia realmente ali.
O rapazinho foi-se embora debaixo da chuva que fazia ping-ping-ping em cima do guarda-chuva.
O vento também soprava acompanhando a canção da chuva a bater na calçada.
O passeio ainda estava encharcado, mas na poça já não havia coisa nenhuma.
Não, já não havia coisa nenhuma porque o ursinho molhado, o ursinho castanho, o ursinho triste num dia de chuva, estava agora em casa, quentinho, embrulhado numa toalha turca, a enxugar, até que fossem horas de ir para a cama. "
O meu ursinho molhado hoje já não voltou para casa.
Ficou lá, quietinho, quentinho, a enxugar até que fossem horas de partir.
Ficou lá, quietinho, quentinho, a enxugar até que fossem horas de partir.
Stitch.
